terça-feira, 4 de maio de 2010

não era um bicho de sete cabeças, mas não era de uma só.

07:00 a.m. mais ou menos, estávamos no Bali Hai de Piçarras, eu, Renata H., Daniel Alexandre e Bruno Vivan, conhecido mundialmente como "Padre".
Eu fui em direção ao mar, naquela manhã ensolarada como nunca vista por meus olhos numa praia frequentada por mim desde os meus 02 anos de idade, manhã linda era aquela, em que as ondas vinham beijar a praia, e a lua dava lugar ao sol, radiante, ardente, como só ele.
Tirei minhas sandálias salto 15, molhei meus pés no mar e pedi aos céus que tudo fosse novo, diferente e melhor. Como a maioria das pessoas fazem, creio eu.
Aquela manhã nunca deixará de existir, nunca deixará de ser lembrada, pois só eu sei o que senti, quando vi toda aquela beleza em ótimas companhias, nossas vidas de boêmios, com cigarros e bebidas. Rindo à toa, deixando identidades voarem e beijando lábios. Sentindo a areia, e os arrepios que o vento fazia questão de nos trazer.
Fomos embora, cada um para seus lares, eu fiquei com Renata na casa dos tios dela, voltamos a Floripa no mesmo dia, às nove da manhã. Fiquei babando e dormindo a viagem inteira. Imóvel.
Passaram-se alguns dias e estando em casa, fui parar em uma clínica psiquiátrica em Florianópolis, São José, Clinica São José, clinica psiquiatrica de São José.
É.
Eu fui. No dia 09 de Janeiro.
Eu estava dopada nos primeiros dias, não me lembrava de nada. Não me lembro de nada até hoje.
Esquizofrênicos. Bipolares. Dependentes químicos e depressivos. Tudo isso em um único lugar.
Nos dois primeiros dias eu fiquei no apartamento 12(é assim que eles chamam, ao invés de falar quarto). Não tinha banheiro no quarto, e eu tinha de repartir um banheiro com mais alguém, não me lembro quem. No outro dia me mudaram para o apartamento 21, quarto grande, banheiro próprio, uma beleza, no mesmo dia entrou na clínica uma loira, baixinha, era Déborah Blando. Sim, aquela cantora, cantora é ainda.
Os homens ficavam separados das mulheres, eles lá e nós cá. Os exercícios físicos eram praticados apenas com um enfermeiro junto e nunca mulher com homem, o que eu achava tolice. Todos os dias conversava com psicólogos, tomava remédios nos horários, fazia terapia ocupacional... passar o tempo.
Eu escrevia cartas, escrevia textos, eu fumava.
Uma coisa bem engraçada é que tinha lugar certo pra se fumar, um quadrado de mais ou menos 5mx5m, com um banco de madeira. Os cigarros tinham horários certos para serem pegos, das 7:45 ás 8:00 da manhã, das 14:00 ás 14:15 da tarde e a noite era das 19:45 às 20:00... se eu não me engano.
Minha mãe me visitava todos os dias, no horário de visita, das 16:45 às 17:30. Foi assim durante uma semana.
Todas as manhãs e ligava pro meu namorado, no horário de ligação é claro. 10:50 às 11:20.
Pedi a minha mãe que me comprasse uma flor pra harmonizar o quarto,um vaso lindo... Acabei dando para uma enfermeira, pois não poderia trazer embora, dentro do ônibus, ela me disse por Orkut que deu meu nome a flor. Achei tão meigo.
Bom, eu dispersei um pouco... continuando. Havia (e ainda há) horário para tudo, homens comem antes que as mulheres, mulheres não conversam com homens, homens não conversam com mulheres. Mas eu como gosto de conhecer, tive minhas "escapulidas" e sempre conversava com um ou outro.
Eu tomava um antidepressivo que me engordou, me deixou com sono, e tudo era gostoso, a comida era gostosa, tudo era tão azul. Mas acabei fazendo umas reclamações como dormir demais, enjoos e acabaram mudando minha medicação... quem mudou foi minha psiquiatra, Dra. Patrícia. Comecei a tomar Fluoxetina, remédio bom, voltei a pesar o que pesava antes, meu humor melhorou, claro que o estabilizador de humor me ajudou bastante também, além do mais, todos deveriam tomar esse estabilizador de humor. Nossa! Faz milagres, você ri até da própria tragédia, hahaha!
Na clínica fiz amizades com os enfermeiros, com os médicos, com os psiquiatras, com as cozinheiras, e com as internas... e internos.
Cada pessoa que lá esteve comigo, que me contou sua história e ouviu a minha também, são fantásticas. Todos lá se julgavam normais enquanto todos aqui fora os julgavam feito loucos.
Sueli é o nome de uma moça de 30 anos que eu conheci, ex-bailarina, tem um filho de 7 ou 8 anos, sofreu muito. Sua amizade esta guardada comigo até hoje. Choramos juntas, rimos juntas, tomamos café juntas, tudo juntas. E até bala de café eu aprendi a gostar e toda vez que eu sinto o cheiro de um café passado ou até de uma bala da boca eu sinto o gosto, é dela que eu lembro.
Déborah, Sueli e eu éramos um tripé dentro da clínica.
Havia uma moça com o nome de Luciana, ela estava no SAE (sala de atendimentos especiais), é pra lá que vão as pessoas quando surtam. Ela surtou depois que recebeu a visita da filhinha, não recebia visita de pessoas há muito tempo, segundo outras internas. Ela era vigiada por enfermeiros 24 hrs, levavam comida até seu quarto, a acompanhavam nos exercícios, nas caminhadas, enfim... tudo. Os quartos do SAE eram do lado da enfermaria, e entre eles há uma janela com 30 centímetros aproximadamente de comprimento e 10 de largura, por ali eles entregavam os alimentos e os medicamentos para Luciana. Ela estava a duas semanas surtada já, os enfermeiros não sabiam mais o que fazer. Gritava enfurecidamente a noite como em filmes de terror. Ela olhava as pessoas passarem através da minúscula janela, e para cada uma delas cantava uma música diferente, na maioria das vezes Bob Marley. Num dia quando os enfermeiros entregaram-lhe a comida através da janela, Luciana jogou o mesmo para o lado da enfermaria, sujando documentos e outras coisas. Logo após os enfermeiros deram vários mata-leões à ela, o que fazia com que a clínica pudesse dormir tranquila. Quando acordei um dia para tomar café da manhã, olhei pela porta entre aberta e pude ver Luciana dopada, com seus pés e mãos amarrados fortes na cama, alimentada por soro e usando fraudas. Foi uma das piores coisas que eu pude ver.
Passou uma semana, dia 15 era aniversário de mamãe. Os internos tem direito a passar um final de semana com a família, dependendo o comportamento, é claro. Consegui passar o aniversário de mamãe com ela. Fomos pra Palhoça num hotel em que ela estivera hospedada, fui na sexta e voltei no sábado. Passeamos juntas por Florianópolis, ela chorava e eu também. Eu chorava quando ouvia minha irmã, quando lembrava de casa, quando falava com parentes e do erro que eu havia cometido.
Mesmo sem muito dinheiro ela tentava me mimar com as coisas que eu pedia. Comprei um presente pra Sueli, pra sempre que usasse lembrasse do quão é valiosa nossa amizade.
No sábado, dia 16, meu namorado e sua família foram me ver. Todos aceitaram naturalmente a minha doença. Foi um dia muito bom para nós. Almoçamos todos juntos e ficamos conversando a tarde inteira, perto da praça da figueira.
Eles foram embora as 15:00, quando começou a garoar. Eu tinha que estar na clínica as 17:00.
Eu e mamãe pegamos a mala e em seguida pegamos o ônibus pra eu poder chegar a tempo na clínica.
Cheguei e fui bem recebida, as enfermeiras perguntavam de como tinha ido meu dia e perceberam que eu tinha alargado mais a orelha, passando de 10 para 12 mm em cada uma.
No dia seguinte Sueli e Déborah haviam chego na clínica, eu estava com muita saudades delas. Logo de cara entreguei o presente pra Sueli, um colar feito por uma índia peruana. Sementes coloridas. Ela adorou o presente e sempre quando conversamos diz que quando o usa lembra de mim.
Neste dia mamãe teria que ir embora para trabalhar. Eu fiquei sem visitas. Eu chorava, me deprimia, dormia no horário de visita muitas vezes, ou esperava encontrar alguém pra conversar. Sueli pediu pra sua mãe ir no horário da visita masculina que era um pouco antes, assim me fazia companhia. Passava a maior parte do tempo escrevendo também, coisas sem nexo, mas era só como passatempo.
Na quinta-feira, dia 21, eu conheci um garoto com nome de Bruno, era filho de uma interna. Cabelos longos, loiros e um olho de cada cor. Cego de um deles. Mas isso não importa. Menino assertivo, atraente, de bom gosto. Déborah e Sueli me disseram o quão vermelha eu havia ficado quando dei as costas e ele foi embora, a taquicardia começou, as pernas bambolearam, o suor tomou conta das mãos, fumei dois cigarros, um atrás do outro. Nervosismo demais.
Conversamos até hoje.
Esperei que ele viesse na sexta-feira visitar a mãe, não foi. No sábado eu estava de malas prontas para ir embora. A mãe de Bruno conseguiu pegar uma "folguinha" no mesmo final de semana, esperei com que ele fosse buscá-la, não foi.
Mesmo não podendo ter contato com os homens eu fiz questão de abraçar um por um, desejar boa sorte e dar tchau. Etiene era um dos homens que estava na clínica, ele está pulando de clínica em clínica fazem 12 anos, a família nunca o chama pra passear, ou sequer recebe visita. Os homens não recebiam alta pra poder ir passar o final de semana com seus familiares, pois sempre que saiam da clínica acabavam não voltando ou usavam drogas.
Etiene com o copro todo trêmulo pegou meu caderno e minha caneta e escreveu algumas coisas para eu ler durante a viagem e nunca mais esquecer daquilo, eram frases de Janis Joplin.
Lembro-me que perguntei a ele se estava com frio, pois chovia aquele dia e seu corpo estava molhado, ele fez um negativo com a cabeça e logo em seguida me respondeu o porque. Me disse que o tremor no corpo era efeito da medicação. Ele mal conseguia escrever, parecia uma criança aprendendo de como fazê-lo. Foi uma das coisas que mais me marcou.
No dia em que vim embora, não pude dar tchau a Sueli nem a Déborah. Sueli pegou um dia antes de "folga" e foi para casa com sua mãe e Déborah tinha uma consulta com seu psiquiatra em Curitiba.
Na noite anterior escrevi uma carta para cada uma.
Sinto falta de todas as pessoas que conheci, de todas as histórias que ouvi. Sinto saudades das enfermeiras, da cama dura... Até da comida ruim.
Eu posso lhe dizer o que é uma clínica psiquiatrica, o que ela pode te mostrar, o que você pode aprender, quais os riscos que você corre e quais metas você quer ter logo depois que sai.
Foram os 15 dias mais incríveis e inesquecíveis que eu tive em toda a minha vida, do qual eu tive que sofrer na pele pra poder ver que o mundo não é tudo aquilo que as pessoas acham que é, que a clínica não é nenhum bicho de sete cabeças, que não é nenhum bicho de uma cabeça só.
Que tem muito o que se aprender e tão pouco tempo para se viver.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar. Achei vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar. Pra você guardei o amor".

Bruce, o mais novo membro na família!


Nosso primeiro pastor branco.
Nosso neném.
15/03/2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Giraffidae


"A girafa, calada, lá de cima vê tudo e não diz nada" Millôr Fernandes.
Ano passado fui a uma das maiores exposições de móveis da América Latina, em Bento Gonçalves. Casa Brasil é o nome.
É uma mistura de diversas culturas mundiais, entre elas a africana. A cultura africana é muito interessante pois as coisas que lá eles vendiam não tinham a ver com móveis muitas vezes, mas sim com os acessórios para roupa e para casa, como mantas para sofá feitas a mão, colares feitos em ossos com vários detalhes de animais e cores alegres e chamativas.
Existiam miniaturas (como na foto acima) de vários animais simbólicos para o povo africano. Essas miniaturas tem em torno de dois a três centímetros de altura. Feitas à mão com todo cuidado.
A girafa é um dos animais mais sagrados para o povo africano, segundo a crença, eles acreditam que o ser humano veio ao mundo deslizando sob o pescoço da girafa, e que é um animal que tem a ligação divina entre o céu e a terra.
Além disso, é um animal que simboliza no "pensar sempre adiante e nunca olhar para trás", como a girafa tem o pescoço largo, acredita-se também que sempre devemos analisar os fatos e as coisas ao nosso redor de cima, antes de tomarmos qualquer atitude.
Isso me chamou bastante atenção ao adquirir a miniatura.

Only exception.

Você existe? Você é real? Eu posso te abraçar e te sentir?
Ou você é só uma projeção do perfeito?
Você realmente gosta de mim? Sente algo? Sente aquilo que me faz sentir bem também?
Você se sente bem, ou apenas fala as coisas pra me fazer sentir bem?
Vocé é uma projeção? Minha projeção do perfeito?
Você é mesmo desse jeito que fala tanto em ser? É tudo aquilo que me faz sonhar?

Espero que seja, hãn!

Famille - 1


Aniversário da Brubi.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Dá-se muita atenção ao custo de se realizar algo. E nenhuma ao custo de não realizá-lo". Philip Kotler.

terça-feira, 27 de abril de 2010

L'amour, hum... pas pour moi.


"Notre grand amour est mort lui naguère si vivant. S'il n'est pas encore mort il est agonisant. Quelqu'un l'a vu à genoux pleurer comme un enfant.
Les grandes amours sont frêles. Elles vacillent avec le temps.
Les grandes amours chancellent.
Les grandes amours sont folles. Elles sont folles de leur tourment.
Les grandes amours cruelles.
Notre grand amour est mort."
.
-un peu de musique Bruni.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abarat.



Três é o número dos que fazem obra santa;
Dois é o número dos que fazem obra de amor;
Um é o número dos que fazem o mal perfeito;
Ou bem perfeito.



Das anotações de um monge da Ordem de Santo Oco, cujo nome é desconhecido.

1,99

Quando eu comprei esse porta-jóia que cabe uns brincos pequeno e uns anéis, eu era pequena e havia uma lojinha aqui mesmo perto de casa. Eu ia praticamente todos os dias comprar bobeiras que muitas vezes na segunda vez que eu usava já nem dava mais pra ocupar, aquelas coisinhas vagabundas que estragam super rápido e você nem tem o gostinho de brincar com elas. Pois é esse porta-jóia eu comprei em uma lojinha de 1,99 e é engraçado como ele signifa bastante pra mim, mesmo sujo, mesmo desbotado, mesmo tão pequeno e quase esquecido. Ele como tantas outras coisas fazem parte da minha vida e fizeram parte do meu passado. Mesmo com os defeitos e pelo preço, garanto que ele ficará no mesmo lugar durante muito tempo ainda.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Procure-me em qualquer confusão"

Ela é uma das pessoas mais importante pra mim. Sempre me ajudou e me deu uns esporros quando precisei. Provavelmente ela não vai ler mas eu estou escrevendo porque quem sabe um dia ela se interesse e leia não é?!
Ela me acompanha desde que nasci.
Apesar de sermos completamente o oposto uma da outra ela é minha irmã e a amo com todo o coração, mesmo quando eu faço cagadas.
Eu sempre vou estar ao lado das pessoas que me fazem bem, por mais distantes que estejam, eu sempre vou estar ao seu lado Brubi. E você vai completar mais um ciclo da tua vida semana que vem, eu te dou os parabéns antecipadamente.
Te amo minha irmã. :)

Bliiim!

Ela enche o saco, morde, pede comida, arranha as pernas, chora a noite, late pra tudo, mas é bem querida.

terça-feira, 20 de abril de 2010

"O mundo está ao contrário e ninguém reparou"


"O que você está fazendo?
Milhões de vazos sem nenhuma flor(...)
E em cada beijo seu;
E em cada estrela do céu;
E em cada flor do campo;
E em cada letra do papel.
Que cor terão seus ohos"
(Nando Reis e Cássia Eller)
E a arte continua nas ruas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

uma pequena arte em CANOINHAS!


Quem diria!

Simplório mas que não resisti e tirei uma foto. No momento em que o fiz achei fantástica a idéia da pessoa(se é que foi a própria) que fez isso e logo me passou pela cabeça em postar no blog.
Aqui não se tem nenhum tipo de arte nas ruas. Eu tive que fotografar a primeira(espero eu que seja primeira de muitas) que vi :)
Numa folha A3 uma fotografia ou uma montagen... não sei. Colada ali recentemente(isso deu pra perceber pois ainda estava em um bom estado) uma foto que me chocou pois hoje de manhã mesmo imaginei como será perder meu cachorro que tem problemas de artrite, coração e pulmão.
Colada na rua 3 de Maio, na rua da cervejaria do Rupprecht Loeffler ou Lefra.
Eu estava morrendo de calor e bem cansada pensando na aula que terei na faculdade hoje e do concurso que farei final de semana, quando eu estava passando eu olhei de "revesgueio" a folha ali posta, achei interessante mas não dei muita importância. Dei uns quatro passos, parei, pensei, voltei e fotografei.

domingo, 11 de abril de 2010

amizade aqui e amizade lá


Um final de semana do rock! Um final de semana inesquecível. Loucuras, música, pessoas, paixões, cigarros, cervejas e uma companhia incomparável.

E o final de ano foi o melhor.


Praia, vento e frio!




Com excelentes companhias que me fizeram rir e me divertir, ver as coisas um pouco diferentes.


Ela é uma única pessoa, da qual falo bobeiras, conto histórias, trocamos segredos e fofocas. Ela é a quem eu chamo de amiga e apesar da distância eu sei que é recíproco. :)
Beijo enorme Rê.



quarta-feira, 7 de abril de 2010

.for-him.

If you could read my mind baby, you know what I think about what we talked. Would you know my decision.
If you could read my mind baby, you would see how beautiful our history. Together.
If you could read my mind my dear, you know how greats is my feeling of love and affection for you, and would also know that despite my sad days I still think of you next to me. Holding my hand and feel my heart beating.
I wish you could read my mind love. I wanted.





I see you, you see me.

Los.hermanos.

Adeus você, eu hoje vou pro lado de lá.
Eu tô levando tudo de mim; que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar.
Cuida do teu, pra que ninguém te jogue no chão.
Procure dividir-se em alguém. Procure-me em qualquer confusão.
Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar

Quero ver você maior, meu bem. Pra que minha vida siga adiante.

Adeus você, não venha mais me negacear.
Teu choro não me faz desistir, teu riso não me faz reclinar.
Acalma essa tormenta e se agüenta, que eu vou pro meu lugar.

É bom... Às vezes se perder;
Sem ter porque, sem ter razão.
É um dom... Saber envaidecer por si;
Saber mudar de tom.

Quero não saber de cor, também;
Pra que minha vida siga adiante.

Adeus você.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Gostoso mesmo é gostar assim.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para ele.


É tão doce o jeito que fala, que sorri, que me adora.
É tão lindo o jeito como me olha, como me toca o coração, como me faz.
É maravilhoso o jeito como eu gosto, como eu amo, como eu quero.
É triste estar longe, ficar longe do meu amor.
É tão frio, ficar só. Pensando em ti, em te ter, em te sentir, em te querer.
Os dias são longos quando não nos falamos, não trocamos risos e outros sorrisos que nunca mais terão fim, que fazem do meu dia-a-dia ser mais feliz e nunca mais te ter longe de mim.
Faz tanto tempo que não faço juras de amor que nem me lembro direito como se faz.
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Depois que as coisas se encaixam, dificilmente elas se separam. Às vezes por um detalhe minúsculo, invisível aos olhos, as coisas tendem a não se encaixar como devem. Mas eu sei que eu me encaixo em você, pelo simples fato de eu não conseguir mais me desligar de você, e todo dia eu querer te ter, te ouvir, te sentir, te querer, te amar, te viver.
Viver. Viver com você, perto de você, dentro de você.
Amar você, beijar você, me enlouquecer cada dia mais... por você.
Quereria poder escrever infinitas juras de amor e poder te ter a todo instante que eu quizesse, como um simples estalar de dedos.
Ah, como eu queria poder lhe dizer todas as coisas que eu sinto, que estão trancafiadas em mim, esperando o momento certo pra poder lhe rever e falar tudo. Tudo o que eu sinto.
É um sentimento surpreendente que nem eu mesma consigo explicar, ele é tão intenso que as vezes me dói o peito. E eu penso tanto em nós, que minha cabeça dói. E eu penso tanto em você, eu penso tanto meu amor, que é insuportavél saber que longe de mim estás.
Mas mesmo longe, eu sei que ainda me ama e que pensa em mim.
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Meu amor, meu neném!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fundamentais.


Suri, a cowelha da família, com apenas um ano e alguns dias! Era pra ser um coelho anão. ERA. Mas tudo bem, apesar de pastar diariamente como uma vaca o faz, 24 hrs por dia, e nos atacando, nos mordendo, nós amamos ela do mesmo jeito.
Adora cenoura e comer havaianas. Um gosto meio excêntrico, porém respeitado por todos. Seu sonho é poder entrar na minha casa e aqui dentro morar, tenta várias alternativas, mas falha na maioria delas. Uma pena!


Lucy Deva Tamrasi. Com seus quatro anos de idade e sem o seu útero, é praticamente um animal meio que indeciso. Perto da sua querida "mamadi" Bruna, se comporta com tamanha delicadeza de uma cadela com seu pedigree, agora o seu passa-tempo é latir feito um cão lavajeiro e correr atrás de gatos do vizinho. Ela até que é esperta para o seu tamanho pimposo, ela tem em média uns quinze apelidos carinhosos, consegue gravar todos e atender a todos também. Sua comida favorita é frango e pipoca.



Lothar, o mais velho companheiro da família com seus dezesseis anos de idade! Sofre de vários problemas hoje em questão da velhice, mas isso tem a ver em relação a raça também. Foi meu companheiro durante muito tempo e adorava brincar comigo e correr atrás das vacas no sitío. Hoje por problemas de artrite dificilmente levanta e toma agua em seu canil, por isso ele toma água da cowelha, pois é mais perto e quase não faz esforço. Era esperto e ágil. Cachorro cobiçado por todos. Ele não é nada do que aparenta ser. É super dócil!
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Faltou os piriquitos, droga!

domingo, 14 de março de 2010

arrisque

Eu pensei. Repensei.
Eu pensei e novamente repensei.
Cheguei a conclusão de que pensar de mais faz mal a saúde.
Pensar demais faz mal a qualquer pessoa, não importa sobre o que, ou sobre quem ela pensa. O fato é que pra mim vale muito mais uma ação do que um simples pensamento.
Se você pensa, pensa e pensa você vai acabar criando mil alternativas, mil possibilidades, esses pensamento vão começar a bater em sua cabeça até que você enlouquece, e, o que você quer fazer, ou o que você quer dizer, você não o faz, nem o diz. Pois você pensou em tantas possibilidades que se a pessoa for pessimista ela cria no seu inconsciente que a maioria dessas possibilidades vai acabar dando errado.
Mas se você pensar uma única vez e botar pilha naquilo e agir, você consequentemente arrisca, e arriscando você vai sentir o sabor amargo de aquilo que você pensava que aconteceria não acontecer, ou seja, o lado ruim da história, ou o doce sabor doce pela possibilidade de dar certoa acontecer.
Faz bem ao corpo, a alma, ao coração, a você, arriscar!
Mesmo que isso seja momentâneo você vai receber uma grande dose de adrenalina que vai fazer teu coração bater mais rápido, vai senti-lo com mais intensidade, como se estivesse prestes a saltar da boca, vai se sentir com uma liberdade a mais. Ou não, você pode simplesmente tomar na cabeça por ter acontecido o oposto daquilo que realmente aconteceria, aí você se frustra e bota a culpa em qualquer pessoa que você vê na frente.
As pessoas hoje tem medo de arriscar, a própria palavra já diz tudo, mas para aqueles que nunca ousaram sair da rotina, e ter o gostinho da adrenalina e de sentir com que seu coração aumentasse de tamanho aí vai o significado: Arriscar: deixar depender da sorte, aventurar-se.

arrisque.

domingo, 27 de dezembro de 2009

depois de um mês.

Ontem eu fui ao cinema aqui em Canoinhas. Nunca tinha ido no cinema daqui.
Eu fiquei na fila durante muito tempo pra comprar o maldito ticket do filme "2012". Eu fiquei assustada com a montanha de pessoas que vi, nunca imaginaria que todos aqueles e muito mais estavam interessados em saber a respeito do FIM do mundo. Incrivel. Provavelmente este filme rendeu bem mais bilheteria do que Lua Nova(aquele filme sobre vampirinhos que se fodem por causa de uma menina, bom eu não vou opinar até porque não me interesso em vê-lo, e não vou ficar falando coisas que não sei a repeito) pelo menos aqui em Canoinhas.
2012 é um filme que se divide em metade ficção(fantasioso demais) e metade realista(pelo menos até a hora que ele começa a citar Einstein e bla bla bla), pelo menos eu tirei essa conclusão.
Bom, durante o filme eu fiquei furiosa, pelo simples fato de ter ocorrido aquele encontro em Copenhagen e nenhum dos governantes levantaram suas bundas gordas das cadeira e pegaram a merda da caneta pra assinar a bagaça a respeito da climatização e pra tentar salvar o planeta que eles detonaram a tanto tempo, bom eu não vou ficar repetindo aqui o que o mundo inteiro viu.
Eu simplesmente fiquei pasma com tudo aquilo e cheguei a conclusão que se o mundo que é o nosso mundo, planeta terra está próximo de seu fim, mas não vai ser daquele jeito pois não teremos tempo o suficiente pra produção de toda aquela modernidade.
ENTÃO:
Aproveite sua pacata vida. Enquanto há tempo.

domingo, 29 de novembro de 2009

Criança é o bicho.

Um inferninho na frente, e outro atrás.
Crianças são o bicho quando começam a falar, elas não tem limites do que se pode falar, elas não tem limite quando tem que PARAR de falar.
Criança quando aprende nunca mais para. Não sei se é necessidade, curiosidade ou se elas ficam matraquiando sem parar até alguém ficar puto e mandar calar a boca.
O primeiro inferninho até que era mais comportado, mas isso não significa que era suportável. Na faixa dos dois anos, ficava falando coisas que eu nunca entendia, e quando eu não entendo eu vou na onda e concordo. Ficava no colo da mãe, de pé, olhando pra fora da janela, com a boca aberta mostrando os dentes de leite ainda separados, com os olhos azuis esbugalhados de tanta coisa nova e balançava a cabeça que fazia os caixinhos louros se mexerem no ar.
O inferninho de trás, era um menino completamente insuportável, beirando seus 3 anos de idade.
Ficava chutando o meu banco com seus pés e dando risada. Aquela sua mão infiltrava por entre os bancos e sem querer as vezes sem querer me batia, e sempre quando o fazia tirava rapidamente e caia em gargalhadas.
Abriu um pacote de baiconzitos com um cheiro maravilhoso e aqueles suquinhos em caixinhas.
Antes de jogar a caixinha do suco fora, fez questão de beber até o final, fazendo aquele barunho infernal de quando velhos banguelos tomam sopa.
Eu não pude ver a como ele era.
Normalmente as crianças entram no onibus e ficam saracotiando durante um determinado tempo, depois elas percebem que o espaço é limitado e começam a pegar no sono. Certas mães educam seus filhos e lhes ensinam a como se comportar em devidos lugares, como: não durmir na missa, não chutar o banco da frente, não beber o suquinho até que pareça um velho tomando sopa, a não gritar, a pedir por favor e simplesmente ser educado.
Com essas a minha viagem se tornou o bicho e cheguei a conclusão que as crianças de hoje não tem mais tantos limites, que no mundo moderno é o que elas querem e pronto.
Crianças precisam pensar como crianças, a ter desejos de crianças, e mandar só no seu mundo infantil.
A criança de hoje pensa que é adulto.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os pássaros costumam cantar enquanto a chuva está prestes a vir, molhar nossas cabeça.
Esfriar o mundo do caos.

sábado, 21 de novembro de 2009

for-e-ver.

"Pra sempre" sempre parece estar em volta quando começa.
Mas o "Pra sempre" nunca parece estar em volta quando termina.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Coloco os fones no ouvido pra não precisar lhe escutaaar!"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

.13.14.15.

Uma das piores partes de quando se volta de uma viagem é desarrumar as malas.
Cada peça de roupa lembra um momento, lembra o que você fez naquele dia, quem você viu, o que você falou.
Mas a pior mesmo, é quando você embarca em um onibus num dia de chuva e dali em diante você deixa pra fora as pessoas com quem você conviveu durante determinado tempo, no meu caso um final de semana.
Eu entrei no onibus(errado) e coloquei The Verve, aumentei e repeti.
Foi um dos melhores finais de semana da minha vida, conheci pessoas totalmente enlouquecidas.

Enlouqueci, delirei, realizei, idealizei e encontrei.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

eu por completo.

Eu lembro como se fosse ontem da época em que era criança. Gostava de pão tostado e passava a maior parte do tempo brincando de Barbie.

Todos os finais de semana – ou pelo menos a maioria deles, meu pai e eu íamos até o distrito de Marcílio Dias. Eu sempre insistia em ir escalar um morro de cascalho, a vista lá de cima é linda. Andávamos de bicicleta, levávamos os cachorros para passear, entre tantas outras coisas que gostávamos de fazer juntos. Eu realmente fui o menino que ele nunca teve. Ensinou-me sobre motos, carros, aviões, entre tantas outras coisas. Meu estilo de vida, meu gosto musical, herdados um tanto dele. Posso dizer que tenho um bom gosto musical.Todos os dias me buscava no jardim e me surpreendia com um chocolate. Era a melhor parte.

Quando eu tinha meus dois anos de idade, eu fugi de casa sem avisar minha mãe, eu apenas saí com o intuito de buscar minha irmã na aula de dança, sem mesmo saber onde ficava o local. Estava vestida com meu pijama de bichinhos cor-de-rosa, calçava havaianas e carregava uma pochete em cores fluorescentes com algumas moedas dentro. Meus pequenos passos me fizeram achar que eu andei durante muito tempo. Por sorte fui reconhecida por um amigo da família (já falecido), ele me levou até meu pai. Lembro-me até hoje da sua reação.

Aos três anos, conheci uma das minhas melhores amigas por um buraco no muro que dividia nossas casas.

Aos quatro anos eu fugi novamente de casa e fui mendigar com a vizinha no mercado próximo, quando nos deparamos com nossas mães na porta, nos esperando. Foi uma época boa.

Quando eu tinha meus cinco anos de idade eu não precisava mais usar bóias, eu era seu peixinho. Todos os finais de semana intercalados, dividíamos entre praia e sitio.

Aos seis eu deixei o jardim.

Aos sete anos entrei pra Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, eu nunca vou esquecer o primeiro dia de aula. A primeira professora lecionava Educação Religiosa e eu me destaquei na turma, cheguei com um sorriso de orelha a orelha em casa.

Quando eu tinha oito, estava na segunda série. Nesta época obtive meu primeiro castigo na escola, fiquei a aula inteira no canto da sala virada para a parede. O motivo era porque eu não consegui parar meu ataque de risos quando soube que uma menina entrou escondido na construção do ginásio e conseguiu colocar um prego na cabeça. Ela foi meio idiota por sinal, porque quando pessoas “maiores” falam pra você não fazer, ouça-as (se valer a pena).

Aos nove anos eu tinha uma piranha que era em formato de girassol, no tempo eu achava linda e hoje... mas enfim, foi bem neste dia da piranha de girassol em que a professora Nilda ordenou que eu fizesse uma conta no quadro, e ela me deu zero porque eu tinha feito errado.Foi na terceira série que ganhei meu primeiro caderno de recordações, a minha mãe esqueceu de fazê-la até hoje.

Quando fiz dez, conseqüentemente passei para a quarta série, onde eu acabei criando confusão com uma menina por causa de um garoto, eu aporrinhei tanto o seu saco que ela acabou indo para sua antiga escola, não nos damos bem até hoje. Coisa ridícula a meu ver.Nesse mesmo ano meus vizinhos histéricos sempre vinham com a mesma ladainha de que o mundo estava próximo de seu fim e que haveria carros voadores.

Os meus onze anos foi meio dramático, eu pedi para mudar de turma, indo parar da sala 07 que ficava em um corredor, a porta da sala ficava atrás de outra porta, isso era meio estranho. Além do corredor da sala, havia outros dois corredores, um deles dava acesso a escadaria que iria parar na sala de jogos que era no subsolo e a outra escadaria daria no segundo andar onde se encontrava a secretária. Na maioria das vezes visitava-a para tomar chá de boldo. Nesta época a professora de matemática descobriu que o meu caderno “confidencial” estava rolando de mão em mão na turma, até que ela pegou e leu em voz alta todas as respostas da pergunta: “Que matéria você mais odeia?” Eu nem preciso dizer que todas as matérias que estavam ali era a que ela lecionava, meu caderno está até hoje na coordenação da escola, não peguei naquele tempo por medo, hoje eu não pego por preguiça. Foi aos onze anos que dei meu primeiro beijo, e foi nesse primeiro beijo que ele falou de mim, mal é claro. Eu era ingênua.No final deste ano eu perdi meu tio, eu me surpreendia quando os boatos era que ele e Cássia Eller haviam falecido no mesmo dia, 29 de dezembro de 2001.Ele morreu enquanto ouvia missa, já que seus olhos não podiam ver.

Bom, eu não consigo me lembrar o que eu fiz aos doze anos. Minha sala era a 14, do lado do banheiro masculino e feminino, era onde o vento fazia a curva e os meninos esperavam as meninas passarem pra jogar...bolacha e ficar olhando para nossas bundas. Nesse ano meu avô materno faleceu. Ele se encontrava na UTI e o médico o avisara meses antes que deveria parar de fumar “paiero”, como se fosse adiantar alguma coisa falar. Meu avô foi uma das pessoas mais marcantes da minha vida, era uma pessoa extremamente cuidadosa com o jardim. Quando eu era menor eu costumava ir aos fundos de sua casa, sempre o encontrava fumando no escuro, a única coisa que me chamava atenção era a luz brilhante que o cigarro fazia, ele sempre deixava fazer a luz, quando minha mãe não nos surpreendia com: “largue isso da boca menina” ou “pai tira isso dela”. Ele sempre fumava as escondidas. Lembro que ele sempre me dava alguns trocados pra ir ao mercado da frente comprar algumas bobagens. Faleceu alguns dias depois do aniversario de quinze anos de minha irmã, 02 de maio de 2002. Eu nunca o visitei no hospital.

Aos meus treze anos eu estudava na sala 17, conheci pessoas interessantes aquele ano, pessoas que marcaram minha vida.Foi a primeira vez que minha mãe me levou à localidade onde ela nasceu e cresceu.

Quando eu entrei na oitava série, eu estava com meus quatorze anos de idade. Foi a primeira vez que um menino se viu interessado por mim. Somos amigos-irmãos até hoje. Nesse ano eu me deparei com alguns professores falando de minha pessoa no corredor, foi quando eu os surpreendi e perguntei o que havia de errado comigo. Como sempre acabaram mudando de assunto. Foi um dos anos que eu enfrentei a coordenação. E foi um dos anos que mais tomei chá de boldo. Neste mesmo ano eu acabei perdendo minha avó materna, eu não tive forças para chorar. Eu fiquei com aquele dedo clicando no mesmo ponto, pensando o que ela havia feito, o que ela havia pensado sobre mim, sobre minha família, já que anos antes tivemos que nos afastar. Ela faleceu no dia 28 de julho de 2004, não lembro a causa. A casa de avó sempre com o mesmo aroma, aroma de casa de avó. A comida que ela fazia, que até hoje lembro o gosto, com gosto de comida de avó. Todas as coisas.

Eu mudei de escola nessa época.

Em 2005 eu fiz quinze anos, estava na primeira série do segundo grau. As pessoas não eram as mesmas, as amizades não eram as mesmas. O ambiente era diferente, os professores eram diferentes e minha mãe trabalhava no local, ou seja, eu tinha que ser exemplo. Eu me ferrei naquele ano. Eu estava indo mal nas matérias, não conseguia me enturmar. Eu gostava de quem não me gostava, e como sempre me ferrava. Era aquela coisa de paixão platônica de adolescentes. E todo adolescente não age como um adolescente, todo adolescente quer agir como adulto e muitas vezes se passa por ridículo. Isso acontecia geralmente. Foi nesse ano em que eu namorei alguém pela primeira vez. Não foi bem um namoro, não durou muito tempo, mas agíamos como se fosse um.

Nesse ano também recebi minha primeira festa surpresa, onde as pessoas saíram dela pra ir à festa da cidade, chamada FESMATE – Festa da Erva... Mate. Esse ano foi o ano em que minha irmã conheceu a cidade grande e morou fora. Foi o ano em que meu pai pediu a separação. Foi o ano em que a maioria das coisas desabaram. Em conseqüência da separação minha irmã sofre de depressão até hoje, e nós duas sofremos com a rejeição, sendo que o culpado é nosso pai. Sim meu pai, aquele que no inicio do texto eu cito milhões de vezes. Sendo que quando era naquele tempo várias pessoas me perguntavam se eu não tinha mãe, pois me viam somente com ele. Depois dessa atitude de separação a pergunta mudou.

Em 2006 já na segunda série. Foi o ano em que eu tive que dar uma de durona e agüentar o sentimentalismo de minha mãe, foi o ano em que eu fiquei rebelde e coloquei piercings, foi o ano em que minha irmã sofreu com a “perda” de meu pai.

Foi um ano que eu conheci os melhores amigos de internet, os cito: Thiago Bertazo e Mugs(eu nunca descobri seu verdadeiro nome).

Foi onde o grupo das Onze meninas iniciou, mas não sabíamos que acabaria no ano seguinte.

Tive várias desilusões amorosas, varias paixões platônicas, várias decepções tanto na vida familiar como na minha vida...pessoal. Foi o ano em que eu namorei pra valer, e contando com todas as idas e vindas durou seus dois anos.

Foi o ano do preto e do cabelo curto.

Foi o ano em que um menino da turma desenhou um pênis da minha apostila e eu fiquei louca, até que a professora de artes levou um enorme pedaço de papel Rigesa e o fez com que ele fizesse um pênis tão grande que nunca mais se repetisse. Foi engraçado e ele ainda desenhou rindo.

No ano do terceirão, ano de 2007. Foi ano decisivo para a escolha o curso, optei por Design.

Foi o ano em que eu me formei e deixei a vida escolar. Foi o ano em que eu vim a perder mais um familiar. Nesse ano eu tive cabelo estilo argentino, como me chamavam. Eu era a argetina da turma. Eu sentava na segunda cadeira, da terceira fileira da esquerda pra direita, o quadro era quadriculado. As cadeiras eram mais fofinhas. Éramos no total 40 alunos. Todos os grupinhos formados cada um na sua panelinha. Existia a panelinha dos inteligentes, com as meninas da sala. Existiam os alunos que faziam “zona” no fundão e nesse mesmo grupo o afrodescedente da sala que sempre sofria quando alguém levava bronca, pois a culpa era jogada toda nele, isso era meio foda. Existiam as garotas populares e ao mesmo tempo todo mundo ficava com raiva delas, totalmente insuportáveis. Existia todo tipo de grupo incluindo o nosso grupo de onze meninas, onde eram: Aline Kohler, Amanda Wendt, Bryane Fontana, Bel Basílio, Diana Reese, Fernanda Bauer, Fabi Guimarães, Jenifer Gonçalves, Marina Mazurkievicz (acho que é assim), Monica Szczygiel Kohler , Nathyele Nascimento.

Várias destas meninas estão guardadas em um lugar especial no meu coração, com algumas eu perdi contato ou sempre teve algum conflito.

No final de 2007 foi triste e doloroso, pois muitas delas iriam para caminhos diferentes, inclusive eu.

No inicio de 2008 acabei optando por Comercio Exterior e fui morar em Balneário Camboriú. Não agüentei muito tempo. Eu tinha que pegar praiana todas as manhãs e me descolar até a faculdade de Itajaí. Fiz muitas amizades lá, as tenho até hoje. Foi o ano do meu primeiro emprego, mas acabei pedindo demissão por alguns insultos. Voltei a Canoinhas, e não adianta, todas as pessoas que eu conheço que vem morar aqui e se vão, sempre acabam voltando. Não tenho muita coisa a contar sobre meu ano de dois mil e oito, eu me dediquei totalmente ao namoro.

Em 2009 eu comecei a fazer Design aqui em Canoinhas, conheci pessoas maravilhosas até então. Minhas amigas e meus amigos de faculdade. Os paqueras. Os jogos de bilhar. Os veterinários. E o uísque.

Foi o ano em que meu pai descobriu o câncer de pele em estágio avançado e foi onde eu entrei em estado de choque. Foi o ano em que minha irmã se formou em nutrição.

Foi à época em que conheci um dos meus melhores amigos em Balneário, o Thy. Foi o ano em que eu revi pessoas que não via há quatro anos como o Diego de Jaraguá e o Zé Mané do José Lucas de Porto União, onde nós temos um apego muito grande um pelo outro que é uma coisa de louco. Foi o ano em que eu tive várias paixões e com todas elas a desilusão de um amor fracassado. Foi o ano em que eu posso dizer que conheci pessoas admiráveis pra caralho e que vão fazer parte da minha vida sempre, uma dessas pessoas é o Naza.

Foi o ano em que eu fracassei no trabalho.

Foi o ano do infarto de minha avó. Foi o ano em que eu fumei pra valer e com isso veio a surgir meu problema no coração.

Foi o ano em que vieram a falecer dois entes queridos. Foi um dos piores anos em questões familiares, pois nele minha mãe me expulsou pela terceira vez e pela terceira vez fui morar com meu pai, sendo que por alguns insultos eu tive que voltar pra casa da minha mãe, agora eu entrei no eixo. Voltando pra casa de minha mãe, e junto com minhas trouxas eu trouxe coisas raras, as minhas lembranças. Foi o ano em que eu sofri quatro acidentes de carro e eu fui a que mais me machuquei em todos eles, vindo a bater a cabeça, o peito e a quase não conseguia movimentar a mão direita.

Foi um ano esplêndido e cheio de amizades e amores não correspondidos.

Foi o ano onde eu encontrei minhas melhores amigas e conselheiras que alguém já pode ter, Renata Hänsch de Oliveira, onde eu encontro palavras que eu quero ouvir e dividir maluquices na rua e vender biquínis no calçadão. E Fernanda Küchler onde nós nos arrumamos em banheiro de ônibus para fazer surpresa.

Foi o ano que eu me surpreendi comigo mesma e me superei.

Bom, essa foi a minha humilde vida até agora, a maioria das coisas que eu lembro e que eu quis por na mesa, estão aí. As outras recordações eu prefiro guardar para mim mesma.

Ano que vem eu continuo, e no outro também e assim sucessivamente.

Amo e sempre amarei todas as pessoas que deste texto fazem parte, pois cada pedaço de minha vida, cada conversa e cada pessoa fazem parte de minha história, fazem parte do meu modo de pensar e interferem em minhas decisões isso sendo bom ou ruim.

Amo mesmo que seja tão grande o mal que tenham me feito (dad).

Amo hoje, pois o amanhã nunca se sabe.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

suuuuuuuuuugar-boom.

-Fazem 60 e poucos dias, e falta uma semana pra diversão começar!

-Voltou mais bebado do bar como nunca, após fumar seu charuto compartilhado com outras criaturas, olhou sobre a mesa, havia garrafas, havia copos, havia várias outras coisas. Andava meio cruzando as pernas, e falando bobagens. Comprimentou todo mundo, os que conhecia e os que nunca vira. Abriu a porta de casa e repos a glicose.
Droga de Cindy Lauper gravada na memória.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Não é porque eu sujei minha roupa, nem porque meu sapato desamarrou no meio do caminho. Não é porque acabou a gasolina do meu carro, nem por causa da chuva forte que me molhou durante o trajeto. Não é porque eu perdi o papel com o número do seu telefone, perderam por mim.
Não é porque está muito frio, não é porque está muito quente.
O problema é que eu quis estar mais perto do que perto. E durante mil anos não importa o que aconteça, eu vou precisar de você.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Causadora.


A cadela pula da cama. Pega os ossos e começa a arranhar toda a cama com um barulho que me lembram unhas arranhando um quadro negro, estridente, insuportável, e lá subia ela. Além das unhas fazendo tal barulho, choramingava, feito neném quando quer o peito da mãe.
Quando conseguia fazer com que os braços de alguém já em sono profundo a alcançasse e a pegasse do chão fazendo com que ela deitasse na cama e mordesse com tanta força o osso.
Deitava na berada da mesma de propósito, pegava com os dentes afiados o dito objeto de desejo e "brincava" jogando-o de um lado para o outro da cama, de lá ele caia, assim seria a noite inteira.
Assim é durante todas as noites.
Noites bem dormidas essas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Eu quero seu sorriso, na minha hora;
temos todo o tempo do mundo para sermos felizes, talvez não agora.
Quero por que quero você bem perto de mim;
Sentir teu coração bater e lhe dizer que sim.
Sim, eu te quero, te amo, te espero.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

cruel e real.

Nenhuma palavra sequer eu digo sobre meu pai.
Nenhuma palavra sobre ele, sobre o que ele é, o que foi, ou o que vai ser.
Nenhum sentimento descrevo agora, se ao menos existisse algum.
Nenhum relato, lembraça que seja eu conto se é que eu lembro.
Me refiro a ele como ser humano que ocupa mais um espaço no mundo, e só.
Lhe agradeço por me causar tamanha decepção em tão pouco tempo.
Apesar de tudo eu espero que eu esteja melhor que você, pois o meu mundo me aguarda lá fora, pois você já o perdeu faz tempo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O que seria do azul se não existisse o vermelho?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"O que mais me encanta em você, é tua capacidade de me enlouquecer. Tua inteligência moleque, de pernas tortas. Teu delírio otimista à beira da sorte.
Teu sorriso infantil, teus traços fortes.
O poder eletrizante que o teu sim exerce na besta-fera dentro de mim. A possibilidade de um mundo pequeno conter um enorme galáxia. E ter me transformado em alguém mais perto do que eu idealizo ser.
O que mais me encanta em você, é tua capacidade de me enlouquecer. "
(Fre-jat)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

shi.t

-Compreender o que se escondia durante tanto tempo, é como uma morte súbita. (dad)

-Não ando muito bem, com dores nos ossos das pernas, meio triste, meio manca, meio "sem sal". Ando sei lá, meio desanimada pra tudo, todos, coisas. Ando mesmo sentindo tua falta, teu abraço, teu sorriso.
Que droga!
Me sujando um pouco de barro, quem sabe eu fique mais moldável.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

depois do dezoito vem o dezenove, e assim sucessivamente.

A cada ano que passa você se dá conta que é uma vitória sobreviver nesse mundo cruel, poluído, porém bonito. Você enxerga o que você fez, quais sonhos você realizou, quais objetivos alcançou e aprende mais a se manter, aprende com pequenos passos a sobreviver. Analisa o mundo como um todo, analisa tudo ao seu redor, às vezes você perde, ás vezes você se apaixona, às vezes você quebra a cara e cai num tombo feio, mas tudo isso ocorre para o ciclo não parar, pra você não broxar e apenas rir. Não adianta se preocupar, não adianta se arrepender(e nem tem o porque), você tem que apenas brincar de viver e se você tiver sorte você sobrevive nesse caos que enlouquece e aborrece.
Brinque de viver, comece a acreditar, comece a sonhar, até porque não custa nada.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

encontre alguém que não te faça perder o juízo, mas que o perca com você!

domingo, 6 de setembro de 2009

Depois de andar no nosso mundo real, materialista, consumista que pra onde você olhe há caos, que nunca deixará de ter eu voltei aos meus pensamentos sobre essa coisa de querer ser, aparecer, causar.
Ao longo da minha jornada da tarde de percorrer um shopping lotado de peruas e galetões, crianças e idosos, adolescentes rebeldes e hip-hoppers, crianças que gritam e nos tiram do sério, correm de um lado para o outro e deixam os pais descabelados. Nosso mundo é fútil, e é totalmente inútil corrermos atrás de todo o prejuízo que viemos colocando em nossas costas. Não adianta você falar sobre campanhas Greenpeace, não adianta vir com manifestações, o mundo não vai mudar enquanto as pessoas não pararem de pensarem só nelas - o que realmente é dificil. É dificil você fazer com que 6,5 bilhões de pessoas pensem da mesma maneira.
...

depois eu continuo.