quinta-feira, 12 de novembro de 2009

eu por completo.

Eu lembro como se fosse ontem da época em que era criança. Gostava de pão tostado e passava a maior parte do tempo brincando de Barbie.

Todos os finais de semana – ou pelo menos a maioria deles, meu pai e eu íamos até o distrito de Marcílio Dias. Eu sempre insistia em ir escalar um morro de cascalho, a vista lá de cima é linda. Andávamos de bicicleta, levávamos os cachorros para passear, entre tantas outras coisas que gostávamos de fazer juntos. Eu realmente fui o menino que ele nunca teve. Ensinou-me sobre motos, carros, aviões, entre tantas outras coisas. Meu estilo de vida, meu gosto musical, herdados um tanto dele. Posso dizer que tenho um bom gosto musical.Todos os dias me buscava no jardim e me surpreendia com um chocolate. Era a melhor parte.

Quando eu tinha meus dois anos de idade, eu fugi de casa sem avisar minha mãe, eu apenas saí com o intuito de buscar minha irmã na aula de dança, sem mesmo saber onde ficava o local. Estava vestida com meu pijama de bichinhos cor-de-rosa, calçava havaianas e carregava uma pochete em cores fluorescentes com algumas moedas dentro. Meus pequenos passos me fizeram achar que eu andei durante muito tempo. Por sorte fui reconhecida por um amigo da família (já falecido), ele me levou até meu pai. Lembro-me até hoje da sua reação.

Aos três anos, conheci uma das minhas melhores amigas por um buraco no muro que dividia nossas casas.

Aos quatro anos eu fugi novamente de casa e fui mendigar com a vizinha no mercado próximo, quando nos deparamos com nossas mães na porta, nos esperando. Foi uma época boa.

Quando eu tinha meus cinco anos de idade eu não precisava mais usar bóias, eu era seu peixinho. Todos os finais de semana intercalados, dividíamos entre praia e sitio.

Aos seis eu deixei o jardim.

Aos sete anos entrei pra Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, eu nunca vou esquecer o primeiro dia de aula. A primeira professora lecionava Educação Religiosa e eu me destaquei na turma, cheguei com um sorriso de orelha a orelha em casa.

Quando eu tinha oito, estava na segunda série. Nesta época obtive meu primeiro castigo na escola, fiquei a aula inteira no canto da sala virada para a parede. O motivo era porque eu não consegui parar meu ataque de risos quando soube que uma menina entrou escondido na construção do ginásio e conseguiu colocar um prego na cabeça. Ela foi meio idiota por sinal, porque quando pessoas “maiores” falam pra você não fazer, ouça-as (se valer a pena).

Aos nove anos eu tinha uma piranha que era em formato de girassol, no tempo eu achava linda e hoje... mas enfim, foi bem neste dia da piranha de girassol em que a professora Nilda ordenou que eu fizesse uma conta no quadro, e ela me deu zero porque eu tinha feito errado.Foi na terceira série que ganhei meu primeiro caderno de recordações, a minha mãe esqueceu de fazê-la até hoje.

Quando fiz dez, conseqüentemente passei para a quarta série, onde eu acabei criando confusão com uma menina por causa de um garoto, eu aporrinhei tanto o seu saco que ela acabou indo para sua antiga escola, não nos damos bem até hoje. Coisa ridícula a meu ver.Nesse mesmo ano meus vizinhos histéricos sempre vinham com a mesma ladainha de que o mundo estava próximo de seu fim e que haveria carros voadores.

Os meus onze anos foi meio dramático, eu pedi para mudar de turma, indo parar da sala 07 que ficava em um corredor, a porta da sala ficava atrás de outra porta, isso era meio estranho. Além do corredor da sala, havia outros dois corredores, um deles dava acesso a escadaria que iria parar na sala de jogos que era no subsolo e a outra escadaria daria no segundo andar onde se encontrava a secretária. Na maioria das vezes visitava-a para tomar chá de boldo. Nesta época a professora de matemática descobriu que o meu caderno “confidencial” estava rolando de mão em mão na turma, até que ela pegou e leu em voz alta todas as respostas da pergunta: “Que matéria você mais odeia?” Eu nem preciso dizer que todas as matérias que estavam ali era a que ela lecionava, meu caderno está até hoje na coordenação da escola, não peguei naquele tempo por medo, hoje eu não pego por preguiça. Foi aos onze anos que dei meu primeiro beijo, e foi nesse primeiro beijo que ele falou de mim, mal é claro. Eu era ingênua.No final deste ano eu perdi meu tio, eu me surpreendia quando os boatos era que ele e Cássia Eller haviam falecido no mesmo dia, 29 de dezembro de 2001.Ele morreu enquanto ouvia missa, já que seus olhos não podiam ver.

Bom, eu não consigo me lembrar o que eu fiz aos doze anos. Minha sala era a 14, do lado do banheiro masculino e feminino, era onde o vento fazia a curva e os meninos esperavam as meninas passarem pra jogar...bolacha e ficar olhando para nossas bundas. Nesse ano meu avô materno faleceu. Ele se encontrava na UTI e o médico o avisara meses antes que deveria parar de fumar “paiero”, como se fosse adiantar alguma coisa falar. Meu avô foi uma das pessoas mais marcantes da minha vida, era uma pessoa extremamente cuidadosa com o jardim. Quando eu era menor eu costumava ir aos fundos de sua casa, sempre o encontrava fumando no escuro, a única coisa que me chamava atenção era a luz brilhante que o cigarro fazia, ele sempre deixava fazer a luz, quando minha mãe não nos surpreendia com: “largue isso da boca menina” ou “pai tira isso dela”. Ele sempre fumava as escondidas. Lembro que ele sempre me dava alguns trocados pra ir ao mercado da frente comprar algumas bobagens. Faleceu alguns dias depois do aniversario de quinze anos de minha irmã, 02 de maio de 2002. Eu nunca o visitei no hospital.

Aos meus treze anos eu estudava na sala 17, conheci pessoas interessantes aquele ano, pessoas que marcaram minha vida.Foi a primeira vez que minha mãe me levou à localidade onde ela nasceu e cresceu.

Quando eu entrei na oitava série, eu estava com meus quatorze anos de idade. Foi a primeira vez que um menino se viu interessado por mim. Somos amigos-irmãos até hoje. Nesse ano eu me deparei com alguns professores falando de minha pessoa no corredor, foi quando eu os surpreendi e perguntei o que havia de errado comigo. Como sempre acabaram mudando de assunto. Foi um dos anos que eu enfrentei a coordenação. E foi um dos anos que mais tomei chá de boldo. Neste mesmo ano eu acabei perdendo minha avó materna, eu não tive forças para chorar. Eu fiquei com aquele dedo clicando no mesmo ponto, pensando o que ela havia feito, o que ela havia pensado sobre mim, sobre minha família, já que anos antes tivemos que nos afastar. Ela faleceu no dia 28 de julho de 2004, não lembro a causa. A casa de avó sempre com o mesmo aroma, aroma de casa de avó. A comida que ela fazia, que até hoje lembro o gosto, com gosto de comida de avó. Todas as coisas.

Eu mudei de escola nessa época.

Em 2005 eu fiz quinze anos, estava na primeira série do segundo grau. As pessoas não eram as mesmas, as amizades não eram as mesmas. O ambiente era diferente, os professores eram diferentes e minha mãe trabalhava no local, ou seja, eu tinha que ser exemplo. Eu me ferrei naquele ano. Eu estava indo mal nas matérias, não conseguia me enturmar. Eu gostava de quem não me gostava, e como sempre me ferrava. Era aquela coisa de paixão platônica de adolescentes. E todo adolescente não age como um adolescente, todo adolescente quer agir como adulto e muitas vezes se passa por ridículo. Isso acontecia geralmente. Foi nesse ano em que eu namorei alguém pela primeira vez. Não foi bem um namoro, não durou muito tempo, mas agíamos como se fosse um.

Nesse ano também recebi minha primeira festa surpresa, onde as pessoas saíram dela pra ir à festa da cidade, chamada FESMATE – Festa da Erva... Mate. Esse ano foi o ano em que minha irmã conheceu a cidade grande e morou fora. Foi o ano em que meu pai pediu a separação. Foi o ano em que a maioria das coisas desabaram. Em conseqüência da separação minha irmã sofre de depressão até hoje, e nós duas sofremos com a rejeição, sendo que o culpado é nosso pai. Sim meu pai, aquele que no inicio do texto eu cito milhões de vezes. Sendo que quando era naquele tempo várias pessoas me perguntavam se eu não tinha mãe, pois me viam somente com ele. Depois dessa atitude de separação a pergunta mudou.

Em 2006 já na segunda série. Foi o ano em que eu tive que dar uma de durona e agüentar o sentimentalismo de minha mãe, foi o ano em que eu fiquei rebelde e coloquei piercings, foi o ano em que minha irmã sofreu com a “perda” de meu pai.

Foi um ano que eu conheci os melhores amigos de internet, os cito: Thiago Bertazo e Mugs(eu nunca descobri seu verdadeiro nome).

Foi onde o grupo das Onze meninas iniciou, mas não sabíamos que acabaria no ano seguinte.

Tive várias desilusões amorosas, varias paixões platônicas, várias decepções tanto na vida familiar como na minha vida...pessoal. Foi o ano em que eu namorei pra valer, e contando com todas as idas e vindas durou seus dois anos.

Foi o ano do preto e do cabelo curto.

Foi o ano em que um menino da turma desenhou um pênis da minha apostila e eu fiquei louca, até que a professora de artes levou um enorme pedaço de papel Rigesa e o fez com que ele fizesse um pênis tão grande que nunca mais se repetisse. Foi engraçado e ele ainda desenhou rindo.

No ano do terceirão, ano de 2007. Foi ano decisivo para a escolha o curso, optei por Design.

Foi o ano em que eu me formei e deixei a vida escolar. Foi o ano em que eu vim a perder mais um familiar. Nesse ano eu tive cabelo estilo argentino, como me chamavam. Eu era a argetina da turma. Eu sentava na segunda cadeira, da terceira fileira da esquerda pra direita, o quadro era quadriculado. As cadeiras eram mais fofinhas. Éramos no total 40 alunos. Todos os grupinhos formados cada um na sua panelinha. Existia a panelinha dos inteligentes, com as meninas da sala. Existiam os alunos que faziam “zona” no fundão e nesse mesmo grupo o afrodescedente da sala que sempre sofria quando alguém levava bronca, pois a culpa era jogada toda nele, isso era meio foda. Existiam as garotas populares e ao mesmo tempo todo mundo ficava com raiva delas, totalmente insuportáveis. Existia todo tipo de grupo incluindo o nosso grupo de onze meninas, onde eram: Aline Kohler, Amanda Wendt, Bryane Fontana, Bel Basílio, Diana Reese, Fernanda Bauer, Fabi Guimarães, Jenifer Gonçalves, Marina Mazurkievicz (acho que é assim), Monica Szczygiel Kohler , Nathyele Nascimento.

Várias destas meninas estão guardadas em um lugar especial no meu coração, com algumas eu perdi contato ou sempre teve algum conflito.

No final de 2007 foi triste e doloroso, pois muitas delas iriam para caminhos diferentes, inclusive eu.

No inicio de 2008 acabei optando por Comercio Exterior e fui morar em Balneário Camboriú. Não agüentei muito tempo. Eu tinha que pegar praiana todas as manhãs e me descolar até a faculdade de Itajaí. Fiz muitas amizades lá, as tenho até hoje. Foi o ano do meu primeiro emprego, mas acabei pedindo demissão por alguns insultos. Voltei a Canoinhas, e não adianta, todas as pessoas que eu conheço que vem morar aqui e se vão, sempre acabam voltando. Não tenho muita coisa a contar sobre meu ano de dois mil e oito, eu me dediquei totalmente ao namoro.

Em 2009 eu comecei a fazer Design aqui em Canoinhas, conheci pessoas maravilhosas até então. Minhas amigas e meus amigos de faculdade. Os paqueras. Os jogos de bilhar. Os veterinários. E o uísque.

Foi o ano em que meu pai descobriu o câncer de pele em estágio avançado e foi onde eu entrei em estado de choque. Foi o ano em que minha irmã se formou em nutrição.

Foi à época em que conheci um dos meus melhores amigos em Balneário, o Thy. Foi o ano em que eu revi pessoas que não via há quatro anos como o Diego de Jaraguá e o Zé Mané do José Lucas de Porto União, onde nós temos um apego muito grande um pelo outro que é uma coisa de louco. Foi o ano em que eu tive várias paixões e com todas elas a desilusão de um amor fracassado. Foi o ano em que eu posso dizer que conheci pessoas admiráveis pra caralho e que vão fazer parte da minha vida sempre, uma dessas pessoas é o Naza.

Foi o ano em que eu fracassei no trabalho.

Foi o ano do infarto de minha avó. Foi o ano em que eu fumei pra valer e com isso veio a surgir meu problema no coração.

Foi o ano em que vieram a falecer dois entes queridos. Foi um dos piores anos em questões familiares, pois nele minha mãe me expulsou pela terceira vez e pela terceira vez fui morar com meu pai, sendo que por alguns insultos eu tive que voltar pra casa da minha mãe, agora eu entrei no eixo. Voltando pra casa de minha mãe, e junto com minhas trouxas eu trouxe coisas raras, as minhas lembranças. Foi o ano em que eu sofri quatro acidentes de carro e eu fui a que mais me machuquei em todos eles, vindo a bater a cabeça, o peito e a quase não conseguia movimentar a mão direita.

Foi um ano esplêndido e cheio de amizades e amores não correspondidos.

Foi o ano onde eu encontrei minhas melhores amigas e conselheiras que alguém já pode ter, Renata Hänsch de Oliveira, onde eu encontro palavras que eu quero ouvir e dividir maluquices na rua e vender biquínis no calçadão. E Fernanda Küchler onde nós nos arrumamos em banheiro de ônibus para fazer surpresa.

Foi o ano que eu me surpreendi comigo mesma e me superei.

Bom, essa foi a minha humilde vida até agora, a maioria das coisas que eu lembro e que eu quis por na mesa, estão aí. As outras recordações eu prefiro guardar para mim mesma.

Ano que vem eu continuo, e no outro também e assim sucessivamente.

Amo e sempre amarei todas as pessoas que deste texto fazem parte, pois cada pedaço de minha vida, cada conversa e cada pessoa fazem parte de minha história, fazem parte do meu modo de pensar e interferem em minhas decisões isso sendo bom ou ruim.

Amo mesmo que seja tão grande o mal que tenham me feito (dad).

Amo hoje, pois o amanhã nunca se sabe.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

suuuuuuuuuugar-boom.

-Fazem 60 e poucos dias, e falta uma semana pra diversão começar!

-Voltou mais bebado do bar como nunca, após fumar seu charuto compartilhado com outras criaturas, olhou sobre a mesa, havia garrafas, havia copos, havia várias outras coisas. Andava meio cruzando as pernas, e falando bobagens. Comprimentou todo mundo, os que conhecia e os que nunca vira. Abriu a porta de casa e repos a glicose.
Droga de Cindy Lauper gravada na memória.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Não é porque eu sujei minha roupa, nem porque meu sapato desamarrou no meio do caminho. Não é porque acabou a gasolina do meu carro, nem por causa da chuva forte que me molhou durante o trajeto. Não é porque eu perdi o papel com o número do seu telefone, perderam por mim.
Não é porque está muito frio, não é porque está muito quente.
O problema é que eu quis estar mais perto do que perto. E durante mil anos não importa o que aconteça, eu vou precisar de você.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Causadora.


A cadela pula da cama. Pega os ossos e começa a arranhar toda a cama com um barulho que me lembram unhas arranhando um quadro negro, estridente, insuportável, e lá subia ela. Além das unhas fazendo tal barulho, choramingava, feito neném quando quer o peito da mãe.
Quando conseguia fazer com que os braços de alguém já em sono profundo a alcançasse e a pegasse do chão fazendo com que ela deitasse na cama e mordesse com tanta força o osso.
Deitava na berada da mesma de propósito, pegava com os dentes afiados o dito objeto de desejo e "brincava" jogando-o de um lado para o outro da cama, de lá ele caia, assim seria a noite inteira.
Assim é durante todas as noites.
Noites bem dormidas essas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Eu quero seu sorriso, na minha hora;
temos todo o tempo do mundo para sermos felizes, talvez não agora.
Quero por que quero você bem perto de mim;
Sentir teu coração bater e lhe dizer que sim.
Sim, eu te quero, te amo, te espero.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

cruel e real.

Nenhuma palavra sequer eu digo sobre meu pai.
Nenhuma palavra sobre ele, sobre o que ele é, o que foi, ou o que vai ser.
Nenhum sentimento descrevo agora, se ao menos existisse algum.
Nenhum relato, lembraça que seja eu conto se é que eu lembro.
Me refiro a ele como ser humano que ocupa mais um espaço no mundo, e só.
Lhe agradeço por me causar tamanha decepção em tão pouco tempo.
Apesar de tudo eu espero que eu esteja melhor que você, pois o meu mundo me aguarda lá fora, pois você já o perdeu faz tempo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O que seria do azul se não existisse o vermelho?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"O que mais me encanta em você, é tua capacidade de me enlouquecer. Tua inteligência moleque, de pernas tortas. Teu delírio otimista à beira da sorte.
Teu sorriso infantil, teus traços fortes.
O poder eletrizante que o teu sim exerce na besta-fera dentro de mim. A possibilidade de um mundo pequeno conter um enorme galáxia. E ter me transformado em alguém mais perto do que eu idealizo ser.
O que mais me encanta em você, é tua capacidade de me enlouquecer. "
(Fre-jat)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

shi.t

-Compreender o que se escondia durante tanto tempo, é como uma morte súbita. (dad)

-Não ando muito bem, com dores nos ossos das pernas, meio triste, meio manca, meio "sem sal". Ando sei lá, meio desanimada pra tudo, todos, coisas. Ando mesmo sentindo tua falta, teu abraço, teu sorriso.
Que droga!
Me sujando um pouco de barro, quem sabe eu fique mais moldável.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

depois do dezoito vem o dezenove, e assim sucessivamente.

A cada ano que passa você se dá conta que é uma vitória sobreviver nesse mundo cruel, poluído, porém bonito. Você enxerga o que você fez, quais sonhos você realizou, quais objetivos alcançou e aprende mais a se manter, aprende com pequenos passos a sobreviver. Analisa o mundo como um todo, analisa tudo ao seu redor, às vezes você perde, ás vezes você se apaixona, às vezes você quebra a cara e cai num tombo feio, mas tudo isso ocorre para o ciclo não parar, pra você não broxar e apenas rir. Não adianta se preocupar, não adianta se arrepender(e nem tem o porque), você tem que apenas brincar de viver e se você tiver sorte você sobrevive nesse caos que enlouquece e aborrece.
Brinque de viver, comece a acreditar, comece a sonhar, até porque não custa nada.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

encontre alguém que não te faça perder o juízo, mas que o perca com você!

domingo, 6 de setembro de 2009

Depois de andar no nosso mundo real, materialista, consumista que pra onde você olhe há caos, que nunca deixará de ter eu voltei aos meus pensamentos sobre essa coisa de querer ser, aparecer, causar.
Ao longo da minha jornada da tarde de percorrer um shopping lotado de peruas e galetões, crianças e idosos, adolescentes rebeldes e hip-hoppers, crianças que gritam e nos tiram do sério, correm de um lado para o outro e deixam os pais descabelados. Nosso mundo é fútil, e é totalmente inútil corrermos atrás de todo o prejuízo que viemos colocando em nossas costas. Não adianta você falar sobre campanhas Greenpeace, não adianta vir com manifestações, o mundo não vai mudar enquanto as pessoas não pararem de pensarem só nelas - o que realmente é dificil. É dificil você fazer com que 6,5 bilhões de pessoas pensem da mesma maneira.
...

depois eu continuo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"escutei o seu relógio, ele faz: tic-tic-tic!"

23:57.
Mania de querer botar em panos limpos tudo o que ocorre, tudo o que se passa. Tudo o que se pensa. Mania de expor seus desejos, seus sentimentos, seu egoísmo. Sua cara de pau sincera. Loucura de ver que as coisas podem melhorar quando o tempo corre contra você, quando as coisas decaem, folhas caem, flores murcham. Essa coisa de ficar minutos, tempos, horas esperando que uma idéia surja onde eu apenas posso escrever. Loucura! Ao meu modo de pensar o mundo é um grande rota de fuga onde ninguém sabe onde começa, ninguém sabe onde termina. Corremos em volta da laranja. As pessoas são diferentes e isso é óbvio, é lógico, é irônico... e o que as faz diferentes? Quando elas leem, elas não pensam como eu, nem como você, elas apenas pensam e tentam compreender. Tentam - e se conseguem eu não sei. Coisas sem nexo(às vezes) eu sei, como agora, como sempre o farei.
00:07

tic-tic-tic.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

588565/17.08.

“Ainda há fogo em mim, todas as cidades já estão em chamas. Consumidas por um desejo voraz (...). E flores pairando no ar. Há ainda fogo em mim, quisera sempre assim”.
O sol que veste o dia, que veste o dia de vermelho. Até que brote sangue, até que surja alma. E a calma de um longo dia, que vem pra ser, nascer. Beber o suco de muitas frutas, beber o possível da impossibilidade e saber de tudo o dia inteiro.
Quisera que fosse sempre assim, o meu amor perto de mim.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que leva e o que vale a pena quando você pensa em só você?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

e lá vai Walther Morais.

"Pouco me importa se o tempo um dia vai me matar;
Eu não nasci pra semente e nem vim aqui pra ficar.
Agradeço a natureza por tudo que ela me deu;
Meu nome fica na história, pra quem não me conheceu."

mazá!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Começou a taquicardia.

Chovia com tanta intensidade lá fora que por um momento achei que chovia dentro de mim, gotas caiam com força, faziam crateras no chão, respingavam.
Por um instante em minha cama, sentei-me. Olhei. Formas, formatos criados além duma imaginação alucinógena, abajures que pareciam cabeças e outras formas não sei quais viravam sem querer marionetes.
Fechando os olhos os raios passavam pelas pálpebras e mesmo com aqueles fechados eu enxergava coisas das quais jamais veria e vi. Formatos e cores alucinantes se misturavam pelo espaço imaginário desconhecido. De repente as pernas faziam um movimento involuntário, era como se alguém me puxasse pelos pés. Depois movi o corpo inteiro, era hora de ver se tinha alguma coisa errada. Porra!
Eu não mandava em nada mais, em mim. Os movimentos eram involuntários, a ânsia de toda hora, e quando me lembrava dos momentos de colisão de toda minha vida começava a taquicardia. Era como se meu coração batesse com tamanha violência para empurrar os outros órgãos dentro de mim, parecia não ter controle sobre ele. Acelerava, desacelerava, acelerava, desacelerava e assim sucessivamente. Sairia pela boca.
Ao fundo de minha imaginação como se eu tivesse um caixa muito bem escondida dentro dela, ouvia, cantava, Cindy Lauper. A merda da música não saia nem um instante da cabeça, ficava latejando, implorando para que eu ouvisse. Toda a naúsea voltava, o estômago não aguentava mais se contrair. Resisti, porque além do mais, odeio vomitar.
E toda aquela coisa de se for pra ser, será. Se foda!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

levo comigo, leve contigo.

Com a cabeça entre as mãos e seus olhos fechados.
Não consigo imaginar nada além de um céu cinza, que um dia desejei ser azul.

Levo comigo seu guarda-chuva, pois chove forte lá fora.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cavanus.

Havia lábios tão desejáveis,
ânsia de um longo beijo,
vontade de dormir longamente,
no aconchego dos abraços,
junto à maciez dos cabelos.

Pelos teus beijos fascinada,
sem outras palavras dizer.
Me vi por inteira envolvida,
num corpo gostoso de ter.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Todo mundo tem um pouco de veneno"

"Devolva as verdades que eu inventei(...)
Devolva os danos que eu te causei.
Devolva todos os meus pecados;
Meu coração mesmo que em pedaços"
(Demode - Renato.Godá)

09 15 07

Dar-te-ei um bolso com paletó interno;
Nos encontramos no céu ou nos veremos no inferno?
E quem sabe a vida ainda tem alguma supresa a me dar;
O gostoso doce sabor de que um dia eu talvez aprenda a amar.
Deixa eu me perder nesse mundo;
ser um mendigo, um tolo, um vagabundo.
Deixa eu colocar meu pé na tábua;
ligar meu carro e quem sabe pisar fundo.
Deixa eu ser teus erros, teus problemas;
Qualquer um de seus teoremas.
Deixa eu ser teus erros, teus tormentos;
Qualquer um desses seus sentimentos.

É isso que dá quando você está em qualquer lugar com teus amigos, com cerveja no copo e curtindo um rock'n'roll. Tina falou sobre o bolso, depois a letra fluiu.

Você pode se divertir.

terça-feira, 14 de julho de 2009

just - fun.


Foto: http://www.cyndilauper.com/

I come home in the morning light, my mother says when you gonna live your life right? Oh mother dear we're not the fortunate ones, and girls they wanna have fun. Oh girls just wanna have fun! The phone rings in the middle of the night, my father yells what you gonna do with your life? Oh daddy dear you know you're still number one, but girls they wanna have fun. Oh girls just wanna have FUN! That's all they really want. Some fun. When the working day is done. Girls they wanna have fun! Oh girls just wanna have fun. Some boys take a beautiful girl, and hide her away from the rest of the world. I want to be the one to walk in the sun, oh girls they wanna have fun! Oh girls just wanna haveThat's all they really want. Some fun. When the working day is done. Girls they want to have fun.

Girl, JUST wanna have FUN!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Veja o mundo com outros olhos, já que os teus se cansaram.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

.escrevo.

"Escrevo aqui no presente para que no futuro seus olhos possam lembrar-se de mim, quando sua mente me esquecer."
Bob Marley.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Foto: René Tanguy, monoscope.

Uma arte de ser, fazer.
Pensar e crer. Imaginar e ver.
Amar e fazer acontecer.
O verbo ter quando conjugado perde o sentido.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

um pouco Will.

Quando você pára e reflete você pensa nas coisas que não pensava, talvez.
Você vê coisas que talvez não veria, pensa no que talvez não pensaria, mas tudo acaba quando você cansa de pensar e volta ao mundo normal. A essa coisa de ver e ser, esse real.
Como dizia Shakespeare, acredito num inferno vázio, e os demônios realmente possam estar aqui!
Mas e se somos pecadores de vidas passadas, e esse mundo for o inferno de outro?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tem muita coisa pela frente!
Muita água pra rolar, no final a gente vê o que é que dá.

domingo, 14 de junho de 2009

apesar dos pesares.

Quando as folhas tocarem o chão, sentirei falta da brisa que as tocava e as fazia dançar num dia ensolarado de verão.
Quando as pétalas se abrirem, sentirei falta das tardes com filmes e fogo no fogão.
Quando fores embora, sentirei um aperto no peito, correr atrás de ti e lhe dizer não.
E poder olhar dentro dos teus olhos, cara-a-cara pai e filha e dizer que esse amor nunca foi em vão.
Com os gestos mais simplórios dar-te-ei um beijo no rosto, um adeus sincero com a mão em meu coração.



Para meu pai.

domingo, 7 de junho de 2009

No mesmo local!
Eu vou me benzer neguinho.

domingo, 31 de maio de 2009

finalmente juntos.

De que adianta o louco delírio entre nossos olhos se eles se fecham quando nossos lábios se tocam?
E quando eu beijar seu doces lábios, quero afundar até o fundo do mar.

sábado, 30 de maio de 2009

eu-você.

Eu e você.
Você lá, eu cá.
Eu e você, você e eu!
Mas não tão juntos como diz a música.

quem me dera.

Quem me dera ser um pássaro,
ir a qualquer lugar.
Quem me dera ser um pássaro,
pelo menos eu saberia voar.

1.4.4.4

sexta-feira, 22 de maio de 2009

on by.


Coquetéis no azul, vermelho e cinza.
Mas eu gosto de cada minuto do dia. Eu curto cada segundo, contanto que você esteja em minha mente. Cada momento precioso tem seu charme especial.
Está tudo bem quando você está perto, faça chuva ou faça sol.
Você sabe que o amor é melhor que uma música, o amor é o lugar ao qual todos nós pertencemos.
Então não seja tímido, apenas libere os seus sentimentos.
Libere todos os seus sentimentos!
(pe.ar.l-ja.m)

como feijão com arroz.

É tão ingênuo e puro o sentimento que ele por ti sente. Ama feito criança que ama a mãe, sem explicações, apenas ama, como se você fosse seu porto-seguro para todas as horas. Ama-te inquestionavelmente e sem criticas. Ama-te como se nunca amasse ninguém, ama-te com os mais belos olhos de que sabe amar.
Ele ama ela, e vice-versa.

(Feito para Mayara que ama Henrique, e o mesmo ama aquela)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Seu Jorge.

"Seu cabelo me alucina, sua boca me devora;
sua voz me ilumina, seu olhar me apavora.
Me perdi no seu sorriso, nem preciso me encontrar.
não me mostre o paraíso, que se eu for não vou voltar.
Pois eu vou!"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

seu.meu-meu.eu

seus sorrisos, suas risadas.
seus olhos, seus olhares.
suas ambições, seus desejos.
seus desejos já se tornaram meus.

"Estou sentado no topo do mundo;
No fundo de um precipício fundo;
Na motocicleta do globo da morte;
Fraco às vezes, às vezes forte."
(Renato Godá)

terça-feira, 19 de maio de 2009

De que adianta o delírio dos olhos se eles se fecham quando os lábios se tocam?

domingo, 17 de maio de 2009

s.to.p




All the love I have is in my mind?
I hope you understand;
I hope you understand.

Gotta love that'll never die.
(foto: velha)